A história de São João Paulo II

22 de outubro é, oficialmente, o dia de São João Paulo II, papa que exerceu o terceiro maior pontificado documentado pela Igreja Católica. Missionário e um dos líderes mais influentes do século XX, nunca escondeu sua devoção por Maria. Por isso devemos pedir para que interceda em favor da humanidade à Mãe de Deus, para que também por meio Dela, sejamos benditos pela esperança e a paz, dons que sempre fizeram parte do objetivo pontifício de João Paulo II.

A partir de agora, você lerá um resumo da história de Karol Wojtyla, acompanhando seus primeiros passos na Igreja Católica, a sua nomeação como Papa e a sua canonização.

João Paulo II nasceu no dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadovice, na Polônia, sob o nome de Karol Wojtyla. Sua história está totalmente ligada à história de seu país, oprimido até a 1ª Guerra Mundial e, em sua grande maioria, católico.

A Polônia era praticamente uma vitoriosa em meio a tantos países vizinhos protestantes e ortodoxos. Ali, ser católico era motivo de orgulho à pátria e João Paulo II, desde criança, foi um católico fervoroso e muito nacionalista.

Os primeiros passos na Igreja Católica

Tinha o sonho de ser ator e, aos 19 anos, seu maior sonho era ajudar a Polônia a vencer a guerra. Queria fazer isso através do teatro, utilizando-o como uma “arma” para “ganhar espíritos”.

A Polônia havia sido invadida por Hitler e os nazistas proibiram qualquer tipo de Missa ou seminário, mas em 1942, com 22 anos, Wojtyla entrou para o seminário “clandestinamente” e surpreendeu a todos quando anunciou que queria ser padre. A intenção continuava a mesma, mas agora tinha um propósito religioso por trás dela.

Karol manteve-se firme e tranquilo durante todo o processo, principalmente contra os comunistas que eram contra o catolicismo. Com seu carisma e diplomacia, conseguiu subir rapidamente na hierarquia da Igreja Católica. No dia 1º de novembro de 1946, aconteceu a sua ordenação sacerdotal em Cracóvia e, em 1948, após a sua graduação no doutorado, voltou à Polônia, onde foi vigário e capelão dos universitários.

A nomeação como Papa

JP2Em 1960, a Igreja Católica na Polônia vivia um momento oposto à Igreja Católica no Ocidente. Enquanto uma era muito respeitada e admirada, a outra ia de mal a pior. Por conta disso, em 1962, o Papa João XXIII convocou o “Concílio do Vaticano” com o intuito de modernizar o catolicismo e reverter a atual situação em que a Igreja se encontrava.

Karol Wojtyla, recém promovido a bispo, foi um dos convidados e sua participação foi muito firme e discreta, o que abriu as portas para suas propostas e ideias.

Karol foi responsável por influenciar muitas realizações na Igreja até a fatídica morte do Papa João Paulo I (seu antecessor), que exerceu um papado por 33 dias.

Diante dessa situação, uma nova votação aconteceu e, com 99 votos de 108, era eleito como novo papa Karol Wojtyla, que homenageou seus três antecessores com a escolha de João Paulo II.

Realizações e fatos

Na missa inaugural, João Paulo II declarou publicamente a sua vontade de estar com os poloneses. Nunca um Papa tinha entrado em um bloco comunista, mas sob ameaça de revolta, o dirigente da época foi obrigado a ceder e proporcionar ao povo uma visita de 8 dias à sua terra natal, sendo recebido por gritos de “queremos Deus”.

Em 1981, sofreu um atentado. Levou dois tiros e por pouco não morreu. Até hoje não se sabe ao certo quem esteve por trás da tentativa de assassinato. Mas o papa se recuperou.

Prova de seu carisma e popularidade foi o encontro de diversos líderes religiosos em 1986 onde, em seu pedido, houve uma trégua mundial respeitada por várias nações em guerra.

Em 1991, João Paulo II lutou contra a queda dos costumes da Igreja e também contra os escândalos de pedofilia na igreja americana. No final de seu pontificado, já estava com a saúde debilitada, sofrendo do mal de Parkinson e com dificuldades para falar, respirar e andar.

Precisou cancelar viagens, já sob o carinhoso título de “grande missionário”, e também as aparições em público.

Canonização

JP3A trajetória do Papa João Paulo II até o pontificado é cheia de fé, coragem e determinação. Não podemos deixar de exaltar esses elementos como fatores essenciais para a sua canonização e popularidade até hoje.

João Paulo II foi o primeiro papa não-italiano desde o século XVI e certamente entrou para a história pelo seu pontificado conservador (o terceiro mais longo da história, com mais de 26 anos) e também pelas viagens que acumulou durante o tempo que esteve à frente do comando da Igreja Católica.

No total foram 129 países visitados. O papa Francisco costuma chamá-lo por “um grande missionário”.

A canonização de um dos mais carismáticos e queridos entre os papas teve início em 2005 (mesmo ano de sua morte), por desejo do papa Bento XVI, que modificou a norma que dispensa os 5 anos necessários para iniciar-se uma causa, o que tornou o processo bem mais rápido do que os demais.

Em 2009, Bento XVI o proclamou “Venerável” (decreto que reconhece suas virtudes heroicas), o que ajudou no processo de beatificação, em que faltaria apenas a existência de um milagre. O que não demorou muito.

A Igreja confirmou o caso da irmã Marie Simon-Pierre, que curou-se do mal de Parkinson após a intercessão do papa João Paulo II. Sendo assim, em 2011, o pontífice polonês foi beatificado em meio a outro fato inédito, já que até então, nenhum papa havia proclamado beato o seu antecessor em toda a História.

Em 2013, foi aprovado o segundo milagre atribuído ao seu nome, a cura de uma mulher na noite de sua beatificação. Esse passo foi fundamental para o seu processo de canonização que, agora finalizado, faz por merecer toda a devoção e dedicação desse grande homem à Igreja Católica.

 

Texto: Nossa Sagrada Família
Revisão: Agência Minha Paróquia


 


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