Beatificação

Tal como o Papa João Paulo II fizera com Madre Teresa de Calcutá, abrindo mão dos 5 anos para iniciar o processo de beatificação, seu sucessor, o Papa Bento XVI, também o fez. O processo de beatificação de João Paulo II foi aberto em 28 de junho de 2005. De junho de 2005 até abril de 2007 foi realizado inquérito em diversas dioceses sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade e de milagres.

No dia 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI proclamou-o “Venerável”, ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação, que fica aguardando a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polonês. Em vista da beatificação, a postulação da causa apresentou ao exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do mal de Parkinson da Irmã Marie Simon Pierre Normand, religiosa do Institut des Petites Soeurs des Maternités Catholiques, em 2006, que acordou curada após ter rezado a João Paulo II pedindo por esse milagre. Os peritos se manifestaram a favor da inexplicabilidade científica da cura e a Congregação para as Causas dos Santos emitiu uma sentença considerando-a milagrosa.

No dia 14 de janeiro de 2011, o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre o milagre atribuído ao Papa João Paulo II, permitindo a sua beatificação, que aconteceu em Roma no dia 1º de maio de 2011. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um fato sem precedentes: nenhum Papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.

Por questões de segurança, apenas 100.000 pessoas estiveram na Praça São Pedro, onde ocorreu a cerimônia. Muitos aplausos e gritos de “santo subito” (“santo já”), como no dia do funeral de João Paulo II, foram ouvidos. Apenas 6 anos após seu falecimento, sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. Ele, acolhendo o pedido do vigário de Roma, Agostino Vallini, leu a fórmula latina que incluiu o Papa João Paulo II entre os beatos. A celebração de seu dia será todo 22 de outubro, aniversário de sua eleição ao pontificado.

Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue pela Irmã Marie Simon Pierre Normand. A beatificação é o passo anterior à canonização. O Papa Bento XVI afirmou que João Paulo II “abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo com a força de um gigante, força que vinha de Deus, uma tendência que podia parecer irreversível”; disse, ainda, que “Ele ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de serem chamados de cristãos, de pertencer à Igreja, de falar do Evangelho” e que foi importante na resistência ao comunismo.

Para a canonização de João Paulo II, precisa-se comprovar que, segundo as regras da Igreja, ele intercedeu em novo milagre. Milhares de pessoas já enviaram a um site do Vaticano testemunhos de milagres alcançados por meio de orações, pedidos e invocações ao Papa polonês. No total, 270 casos foram selecionados para serem estudados.


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