Brasão

Assim como seu lema, “Totus Tuus”, o brasão (escudo pontifício) do Papa João Paulo II reflete seu amor e devoção à Virgem Maria. Na sua surpreendente simplicidade, o escudo dele é uma clara expressão da importância que o Papa reconhecia em Santa Maria como eminente cooperadora na obra da reconciliação realizada por seu Filho.

Seu brasão demonstra o amor terno e filial à Mãe do Senhor Jesus e é um constante convite a todos os filhos da Igreja para que reconheçam o papel da Virgem de cooperadora na obra da reconciliação, assim como sua dinâmica função materna para com cada um de nós. De fato, entregando-se filialmente a Maria, o cristão, como o Apóstolo João, “acolhe entre seus próprios bens” a Mãe de Cristo e a introduz na sua vida interior, isto é, em seu “eu” humano e cristão. Assim, o cristão busca entrar no raio de ação daquela “caridade maternal”, com a que a Mãe do Redentor “cuida dos irmãos do Filho dela” e “a cuja geração e educação coopera” segundo a medida do Dom, própria de cada qual pela virtude do Espírito de Cristo. Assim se manifesta também aquela maternidade conforme o espírito, que chegou a ser a função de Maria ao pé da Cruz e no Cenáculo.

O aprofundamento da teologia e da devoção mariana, consoante com a tradição católica, é uma manifestação muito especial da pessoa e do pontificado de João Paulo II.

Descrição: campo de azul, com uma cruz latina de jalde adestrada acompanhada de uma letra “M”, na ponta esquerda. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto está sobre duas chaves “decussadas”, a primeira de jalde (ouro) e a segunda de argente (prata), atadas por um cordão de goles, com os seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, em alguns momentos aparece um listel de blau (azul), com o mote “Totus Tuus“, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.

Interpretação: o escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa Jesus Cristo e, sendo de jalde, simboliza nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortino. A letra “M” representa a Virgem Maria, a principal intercessora do gênero humano, que esteve todo o tempo junto à cruz de seu Filho; sendo de jalde, tem o significado já descrito desse metal. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do Papa. As duas chaves “decussadas”, uma de jalde e a outra de argente são símbolos de poder espiritual e temporal, também sendo referências do poder máximo do Sucessor de Pedro. Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre representa, em sua simbologia, os três poderes papais, de ordem, jurisdição e magistério, e sua unidade na mesma pessoa. O lema “Totus Tuus” no listel é uma expressão da imensa confiança do Papa na Virgem Maria, “Sou todo Teu, Maria”, a quem ele colocou sob proteção toda a sua vida sacerdotal.


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