Morte de São João Paulo II completa 10 anos

Há exatamente 10 anos, uma multidão rezava no meio da Praça São Pedro, entoando “João Paulo II, João Paulo II” e olhando em direção ao segundo andar do Palácio Apostólico. Após uma longa batalha contra problemas de saúde, que em seus últimos dias o privaram até de falar, o polonês Karol Wojtyla pediu para “voltar à casa do Pai” naquele sábado, 2 de abril de 2005, como relatariam testemunhas de seu leito de morte.

O anúncio do falecimento do papa João Paulo II foi feito pelo cardeal Leonardo Sandri aos fiéis que se mantinham em vigília no Vaticano. “Caros irmãos e irmãs, às 21h37, o nosso amado papa João Paulo II voltou à casa do Senhor. Rezemos por ele”, disse o então substituto na Secretaria de Estado. As palavras de Sandri foram seguidas por um silêncio irreal e lágrimas que atraíram milhares de pessoas para dar o último adeus ao Pontífice em Roma, enfrentando mais de 10 horas de fila na Basílica de São Pedro.

O velório de João Paulo II entrou para a história por ser o maior encontro único de chefes de Estado, superando o enterro do ex-presidente britânico Winston Churchill e do militar iugoslavo Josip Broz Tito. Quatro reis, cinco rainhas e pelo menos 70 presidentes e primeiros-ministros, além de 14 líderes de outras religiões, compareceram ao Vaticano. Desde o funeral, os peregrinos começaram a aclamar João Paulo II “santo súbito”.

A campanha ganhou tamanha dimensão mundial que fez com que Wojtyla fosse beatificado em tempo recorde. No dia 1 de maio de 2011, novamente uma multidão lotava a praça São Pedro para proclamar João Paulo II beato, em uma cerimônia conduzida pelo papa Bento XVI, que foi o responsável por acelerar o processo canônico devido ao clamor popular.

Em 27 de abril de 2014, foi a vez de Francisco conduzir a celebração que santificou o Papa polonês. Em suas poucas aparições desde que renunciou à liderança da Igreja, Bento XVI também compareceu ao ato.

“Ele viveu como um santo. Sempre tive essa impressão”, disse, na ocasião, o cardeal Stanislaw Dziwisz, que viveu 39 anos como secretário pessoal de João Paulo II.

No último domingo (29), Francisco fez questão de recordar seu antecessor na tradicional missa de Ramos. Dirigindo-se aos jovens e evocando a relação de João Paulo II com os adolescentes, Francisco convidou os fiéis a participarem da Jornada Mundial da Juventude de 2016, que será realizada em Cracóvia, na Polônia, em homenagem a Wojtyla .


Compartilhe com os seus amigos:




Comentários via Facebook: